Churrasco coreano em São Paulo

korean

Precisei viajar mais de 8.000km para descobrir, as maravilhas do Gogi Gui e foi uma decepção enorme, quando ao terminar o relato da minha descoberta pioneira, meus tios simplesmente riram e disseram “ah! mas tem disso na Liberdade desde antes de você nascer!”.

Decepção em partes, porque eles não mentiram: em São Paulo também é possível grelhar finas fatias de carne com tempero adocicado e/ou apimentado, em uma churrasqueira aquecida por carvão ou a gás, que fica no centro de cada mesa do salão do restaurante.

Quando a carne chega no ponto desejado, é só enrolar em uma fatia de alface, juntamente com o arroz e a pastinha de missô. É nessa hora também que vale testar experimentos com as infinitas porções de conservas que acompanham o prato. E não me lembro direito da regra de etiqueta, mas ao contrário do costume japonês, não se come o arroz direto da tigela – usa-se a colher de metal para montar a sua trouxinha no prato.

Tenho tentando alguns restaurantes na cidade, e até agora o que vale a indicação é o New Shin-La Kwan no Bom Retiro. Tem um post detalhado aqui no blog do chef Julinho, que me indicou o lugar pelo twitter.

No jantar, o ideal é ir cedo porque o restaurante fecha às 22h e a melhor forma de chegar é ir de metrô até a luz e pegar um táxi lá mesmo até o restaurante. Além de ser mais tranquilo, ainda dá pra aproveitar melhor a refeição com um shochu – destilado japonês, com maior teor alcóolico que o sakê mas muito mais suave ao paladar, geralmente feito de batata-doce.

O lugar é bastante simples e o idioma que predomina no ambiente é o coreano. O churrasco de pato sai por 70 reais e serve bem 3 adultos. E é possível escolher entre contra-filé, costela bovina, bisteca bovina ou de porco, barrigada de porco, peito de pato com direito a gordurinha, frango… só faltou lula pra eu matar de vez as saudades do Korean Grill House.

New Shin-La Kwan
Rua Prates, 343 – São Paulo

26/07/2009 at 11:18 pm 9 comentários

Korean Grill House – churrasco coreano

kgh

Meu gosto pelo churrasco coreano começou em 2007, quando descobri a rede canadense “Korean Grill House”.

Com tem cinco restaurantes pela cidade de Toronto, a unidade da Yonge St. com a Bloor é a mais moderninha, tem ares de barzinho/loft com direito a neon azul no fundo do salão, tijolinhos nas paredes e estruta elérica aparente. Fica bem perto do metrô e é possível se entreter por horas no esquema “all you can eat” por apenas 11 dólares (em 2007), que dá direito a um set de bandejas com cinco tipos de carne: bulgogi (filé bem fininho e marinado em tempero adocicado), porco, frango, língua de boi e lula. Ele chega a mesa junto com uma infinidade de conservas, arroz, alface e uma sopinha tipo missoshiro bem ralinha – e não precisa ter medo, pode ir comendo a vontade e pedir mais quando acabar.

Esse sim seria um esquema bom para ser adotado aqui em São Paulo ou pelo menos uma opção de duas ou três carnes em um único prato.
Ah, e aviso: ainda não inventaram um jeito de, em qualquer lugar do mundo, sair de um churrasco coreano sem ficar defumado. 🙂

Korean Grill House
754 Yonge Street, Toronto, ON

26/07/2009 at 10:24 pm Deixe um comentário

PFCast #001

pfcast001

Semana passada, recebi um convite muito legal do Vitor Hugo para participar do episódio piloto do PFCast, o podcast do blog Prato Fundo.

Junto com a Adriana do blog Kanten, tivemos um bate papo bem legal sobre lugares em São Paulo e comida trash – e o resultado foi pro ar nesta segunda. A conversa tava tão boa que deixei de citar nomes e endereços das dicas que a gente comentou. Os links que não estão lá (a lista foi atualizada) no Prato Fundo, estou deixando aqui.

Se você gosta de passear pela Liberdade e ou está interessado em descobrir novos lugares para comer ou fazer compras para a sua cozinha, confira o PFCast #001.

Liberdade – bairro oriental de São Paulo

  • Kanazawa – doceria que vende kanten e moti.
    Rua Galvão Bueno, 372
  • Aska Ramen – casa de lámen na Liberdade.
    Rua Galvão Bueno, 466
  • Bueno – o dono do restaurante é ex-lutador de sumô e serve o Chanko Nabe.
    Rua Galvão Bueno, 458

Bom Retiro – bairro do comércio de roupas de São Paulo

  • New Shin-La Kwan – Restaurante de churrasco coreano.
    Rua Prates, 343
    Essa foi uma ótima dica do Chef Julinho, do Papo de Boteco pelo twitter 🙂

*a imagem que ilustra o post foi tirada descaradamente do blog do Vitor… mas é para ajudar na divulgação. 🙂

14/07/2009 at 6:38 pm 2 comentários

Parece, mas não é tudo igual

frozen

Sumida, correndo, mas ainda por aqui e pensando quase todos os dias no quanto ando relapsa com o BistrôPregui.
Mas não é por desleixo não, espero dar um jeito nisso em breve.

Até lá, fica a minha errata sobre o post “Frozen iogurte nos Jardins”: Yogoberry é a loja do Shopping Higienópolis e Yogurberry é a loja da Alameda Lorena.
O meu lado de designer gráfico levou um #EPIC FAIL grandão.

Dois amigos já tinha comentado isso e hoje recebi um comentário aqui no blog e precisava deixar isso esclarecido.
Acho que isso explica o sabor do matcha, que é diferente nas duas lojas e a maior variedade de toppings da Yogoberry – que tem filiais no Rio foi criada aqui no Brasil e a Yogurberry tem matriz na Coréia.

Yogoberry: http://www.yogoberry.com.br/
Yogurberry: http://www.yogurberry.com.br/

Agora eu preciso é confirmar (ai que tarefa dura ter que ir provar aquele sorvete de limão siciliano!) qual é a loja que tem no Mercado Municipal. 😀

07/07/2009 at 9:30 am 6 comentários

Brownie in love

Brownies

Depois de semanas me dedicando apenas aos meus passarinhos, às aulas de yoga, corridas matinais e uma alimentação regrada, achei que era bem perdoável fazer uma receita que não combinasse com nada disso para o feriado prolongado. 
Para dar aquela forcinha extra, uma dessas tardes fiquei ajudando uma amiga a encontrar alguma receita de doce para o dia dos namorados.

Achei várias sugestões pela rede, mas a que ganhou os meus olhos pela praticidade, e porque eu já tinha o chocolate do tofu pudding e só precisei comprar alguma nozes, está no blog Technicolor Kitchen da Patricia Scarpin, tirada do livro Baking: from my home to yours, de Dorie Greenspan.

Enquanto estava misturando a massa, achei que mesmo usando o chocolate amargo (72% de cacau) e o meio amargo, estava um pouco doce… então adicionei 10g de cacau em pó sem açúcar (não é o do padre viu gente, esse tem açúcar na composição) e resolvi dar um toquezinho colocando raspas de limão siciliano na massa, que perfumou a cozinha e a sala em menos de 1h – 20 min. para preparar a massa e mais 35 de forno. Ficou lindo, lindo.

Outra dica é que eu não tinha a tal assadeira quadrada de 20cm e nem nada parecido, e obviamente, só notei a falta de papel alumínio quando a massa do brownie já estava pronta. Respirei fundo (vivas para a yoga) e resolvi improvisar com um marinex estreito (26,5 x 13,5 cm) – imaginei que isso daria pedaços mais altos. Untado o marinex, usei papel manteiga (também untado) do jeito que a Patrícia Scarpin explicou, forrando toda a forma, para servir de alça ao retirar o brownie da forma. Olha, talvez eu tenha ganhado os 5min extras por conta do vidro, mas não tenho do que reclamar, funcionou! Humm… não esqueça o bolo dentro do forno, pois o calor interno faz com que ele ainda cozinhe mesmo depois que o forno é desligado. Se você passou a faca e ela saiu sequinha, desligue e retire ele na hora.

Brownies clássicos (receita Technicolor Kitchen com pequenas alterações)
70g de manteiga sem sal em pedaços
92g de chocolate meio amargo picado
10g de cacau em pó solúvel – sem açúcar
56g de chocolate amargo picado
150g de açúcar
2 ovos grandes
1 colher (chá) de extrato de baunilha
½ colher (chá) de pó para café expresso (eu usei pó de café comum)
¼ colher (chá) de sal
47g de farinha de trigo
115g de nozes picadas
Raspas de 1 limão siciliano médio

O como fazer está aqui.

O meu toque final ficou por conta do cortador de biscoitos em forma de coração, que deve ser usado antes que o bolo esfrie totalmente – senão vai arruinar toda aquela casquinha que fica em cima do brownie.

Mas legal mesmo é que essa receita estreiou a minha balança de cozinha novíssima em folha, comprada esta tarde no bairro da Liberdade – SP.
Agora só falta o termômetro de forno para eu ter mais precisão nas experiências aqui em casa. 😀

12/06/2009 at 12:29 am 5 comentários

Hornimans at Hays*

Quem ja esteve em Londres sabe que comer bem e barato e uma tarefa difícil. Perto de lugares turísticos então, nem se fala!
Voltando da London Bridge numa noite fria e completamente esfomeados depois de andar o dia inteiro, nos deparamos com o Pub The Hornimans at Hays, no coração de Westminster, com vista pro rio Tamisa.

Pedimos uma combinação de três petiscos que valeram por uma refeição, tudo por apenas 7 pounds (+ ou – uns R$24,00):

Spicy King Prawns (tipo de camarão, empanado e apimentado), Baked Camembert with Apple Sauce and Italian Bread (queijo camembert assado com molho de maçã e pão italiano) e Nachos com Guacamole, Chilli Sauce e Sour Cream. Pra acompanhar, cerveja gourmet feita por produtores locais, apenas £2.90 o pint e um gostinho de banana no final!

Horniman at Hays

Hay’s Galleria, Tooley St, London, SE1 2HU

*Esse post foi uma contribuição da minha amiga Marcela Tizo, que mora em Londres desde abril e estava doida para colaborar com o BitroPregui. Thanks dear! =)

01/06/2009 at 6:03 pm Deixe um comentário

Sobremesa com tofu

Para quem não conhece o tofu, também conhecido como “queijo de soja”, é um alimento feito de leite de soja, macio, branco e com algumas variações de textura. Sou descendente de japoneses e sempre encontrei em casa uma versão mais rústica e dura comprada nas feiras livres. Quando fui para o Japão, conheci a versão “silken tofu”, que é mais macia e lisa, e hoje todas elas são facilmente encontradas (pelo menos em SP) em mercados, quitandas, lojas de produtos naturais ou especializadas em produtos orientais.
São inúmeros os pratos e alimentos feitos com tofu, que pode ser consumido cru apenas com alguns temperos como shoyu, gengibre, cebolinha, nabo ralado… Mas não botei muita fé quando comentaram comigo sobre doces feito com tofu, como o cheesecake do Aizomê.

Na mesma semana, o New York Times publicou um vídeo do Mark Bitten em que ele ensinava a receita do Mexican Chocolate Tofu Pudding. Ele explica logo de cara que você só comeria um pudim feito de tofu ao invés de creme se 1) fosse intolerante à lactose, 2) fosse vegan, porque a receita não tem nenhum produto animal ou 3) porque a receita é muito saborosa.

Como eu não achei a receita escrita, só o vídeo, vou deixá-la aqui.
(Adaptei as medidas para os produtos encontrados aqui)

tofuMexican Chocolate Tofu Pudding
– 450g de Silken Tofu
– 226g de chocolate amargo derretido
– 175ml de água com açúcar (misturar 50% de água e 50% de açúcar)
– 1/2 colher de chá de canela em pó
– 1/2 cholher de chá chili em pó não muito forte
– 1/4 de colher de chá de baunilha (eu usei um pouco mais)
– raspas de chocolate para decorar

Coloque tudo no liquidificador até ficar bastante homogêneo e coloque em para gelar. Usei taças e consegui 6 porções, que foram servidas com morangos frescos.

O teceiro motivo me deixou curiosa a ponto de usar alguns dos meus melhores amigos como cobaias. Não… não fui cruel a ponto de só revelar que era tofu após a degustação, e todo mundo concordou que se eu não tivesse contado, não daria para perceber. Só tem um detalhe: não sei o que os americanos entendem como pudding mas aqui para nós, a textura está muito mais para mousse do que para pudim. A minha até ficou bastante aerada depois de gelada – que aliás é a melhor forma de servir e o sabor fica mais suave.

Para entender as especiarias que foram usadas, separei pequenas porções e fui adicionado uma a uma. Usar só a canela fica bom, mas acho que interfere muito no sabor do chocolate e dá uma impressão de que foi usada uma quantidade um pouco além da necessária. Mas com o chili e a baunilha, os sabores se misturam e combinam muito bem entre si. Valeu a pena ter ido atrás do chili em pó.

Uma sugestão que está nos comentários é o uso de mel ou xarope de mapple no lugar de açúcar. Também tem uma sugestão de usar suco de maracujá no lugar do chocolate, parece que a mistura fica bastante boa e o gosto do tofu some.

28/05/2009 at 2:06 am 7 comentários

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